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Pinacoteca Benedicto Calixto apresenta duas novas exposições em setembro

25/09/26

“Um Vislumbre no Real”, de Alexandre Frangioni, e “A Linha”, do Grupo Heteronymous, serão abertas simultaneamente no dia 30 de setembro, dentro da programação da 4ª edição do projeto Arte na Pinacoteca

Santos, setembro de 2026 – A Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto abre, no dia 30 de setembro, a partir das 18h30, duas novas exposições que passam a integrar a programação da 4ª edição do projeto Arte na Pinacoteca. Com entrada gratuita, “Alexandre Frangioni: Um Vislumbre no Real” e “A Linha – nas artes de Furlani, Rosa, Heck, Ribeiro e Muniz”, do grupo Heteronymous, poderão ser visitadas de 1º de outubro a 8 de novembro, em Santos.

Com curadoria de Carlos Zibel e Antonio Carlos Cavalcanti Filho, “Um Vislumbre no Real” parte de imagens, objetos e códigos profundamente inscritos na cultura e no cotidiano. Dinheiro, bandeiras, símbolos religiosos, emblemas do poder, documentos e outros elementos reconhecidos pelo público são retirados de seus contextos habituais e passam a provocar novas interpretações.

É nesse intervalo entre familiaridade e estranhamento que a exposição convida o visitante a rever aquilo que parecia conhecido, evidente ou naturalizado.

As exposições integram a 4ª edição do projeto Arte na Pinacoteca, uma realização do Ministério da Cultura e da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, com patrocínio de Ecovias, Rumo, Instituto Rumo, Brasil Terminal Portuário (BTP), MSC, MEDLOG e G. PIEROTTI, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A direção geral e a gestão do projeto são de Leila Gazzaneo, e a produção executiva, de Fábio Luiz Salgado. A iniciativa conta com promoção da TV Tribuna; apoio de Unisanta, Unimed, Embraps, Cury & Moure Simão, Associação de Amigos da Pinacoteca Benedicto Calixto e Abrinq; e parceria da Prefeitura de Santos.

O projeto reúne ações culturais gratuitas, exposições de arte, catálogos, cursos e oficinas culturais, concertos, formação de canto coral com bolsa incentivo, premiação, palestras e visitas guiadas com estudantes de Santos e de outras cidades da região.


Entre o reconhecimento e o estranhamento

A produção de Alexandre Frangioni transita pela pintura, fotografia, escultura, instalação, objeto, apropriação, reprodução e pelo uso de recursos tecnológicos. Cada linguagem é utilizada de acordo com a situação proposta pela obra, sem estabelecer uma hierarquia entre os diferentes procedimentos artísticos.

Moedas, cédulas, cofres, bandeiras, documentos, tijolos, palavras e outros objetos cotidianos carregam histórias, valores e convenções. Ao incorporá-los ou reconstruí-los, Frangioni preserva sua familiaridade e altera as relações que permitiam compreendê-los sem hesitação.

“A exposição nasce desse encontro entre o que reconhecemos imediatamente e aquilo que, após a intervenção do artista, já não ocupa o lugar esperado. É nesse deslocamento que a obra de Frangioni revela outras camadas de significado e nos leva a rever o que parecia evidente”, afirma o curador Carlos Zibel.

Humor como caminho para a reflexão

O humor também integra a produção de Frangioni. Em algumas obras, ele surge do absurdo, da inadequação ou da associação inesperada entre objetos e situações. “O humor presente nas obras não elimina a tensão dos temas abordados. Ele funciona como uma aproximação inicial e abre um caminho para que o público perceba as relações de poder, os valores e as convenções que sustentam aquilo que consideramos comum”, destaca o curador Antonio Carlos Cavalcanti Filho.

O título da exposição nasce desse breve momento de instabilidade. Ao alterar aquilo que parecia evidente, Frangioni permite que o público perceba outras relações, camadas e possibilidades de interpretação.


Sobre Alexandre Frangioni

Alexandre Frangioni nasceu em São Paulo, em 1967. Formado em Engenharia Química pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, aproximou-se sistematicamente das artes visuais em 2006 e, desde 2012, dedica-se integralmente à atividade artística. Sua pesquisa combina diferentes linguagens e materiais para investigar valores, símbolos e convenções presentes na vida social.

O artista participou de exposições individuais e coletivas e de feiras de arte no Brasil e no exterior. Entre seus principais projetos estão “Moedas”, “Códigos” e “Exodus”. Em 2020, recebeu o Prêmio Funarte RespirArte pelo vídeo “Êxodo”. Vive e trabalha em São Paulo.

A Linha: cinco artistas em um processo coletivo

Na Sala Santos e no Espaço Sendim, a Pinacoteca apresenta “A Linha – nas artes de Furlani, Rosa, Heck, Ribeiro e Muniz”, do grupo Heteronymous, formado pelos artistas paulistas Claudia Furlani, Duda Rosa, Fernando Ribeiro, Maazo Heck e Nelson Muniz. A exposição reúne cinco trajetórias distintas nas artes visuais em uma experiência coletiva baseada na continuidade e na transformação da imagem.

O projeto foi desenvolvido entre 2020 e 2021, período em que os artistas, que já mantinham encontros periódicos, passaram a se relacionar virtualmente em razão das restrições impostas pela pandemia. Foi nesse contexto que surgiu o trabalho coletivo que dá origem a “A Linha”, apresentado agora na Pinacoteca.

Mais do que partir de um tema comum, a obra estabelece um sistema de conexão entre os artistas. Cada imagem recebe da anterior um impulso visual, transforma esse elemento e o conduz à seguinte, fazendo circular formas, cores, ritmos, signos e tensões entre diferentes universos poéticos. Ao longo da sequência, elementos reaparecem como ecos e ressonâncias, formando uma espécie de memória visual do conjunto.

O resultado é formado por 50 imagens, nas quais cada trabalho preserva sua autonomia, mas também carrega marcas do percurso compartilhado. O conjunto se transforma continuamente a cada nova intervenção, criando uma relação entre singularidade e partilha.

A exposição também evidencia as particularidades dos cinco artistas. Claudia Furlani articula fotografia, colagem, pintura e recursos digitais, enquanto Duda Rosa desenvolve uma produção ligada à abstração geométrica e à Op Art. Fernando Ribeiro transita entre figuração e abstração, Maazo Heck trabalha com formas e sinais que emergem da própria matéria pictórica, e Nelson Muniz reúne personagens, objetos, máquinas e referências da cultura visual em composições de dimensão narrativa.
As duas exposições integram o Arte na Pinacoteca – 4ª edição, iniciativa da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto que promove exposições e outras ações culturais gratuitas para o público.

Serviço:

Abertura das exposições “Alexandre Frangioni: Um Vislumbre no Real” e “A Linha – nas artes de Furlani, Rosa, Heck, Ribeiro e Muniz”
Data: 30 de setembro de 2026
Horário: 18h30
Visitação: de 1º de outubro a 8 de novembro de 2026
Local: Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto – Santos (SP)
Endereço: Avenida Bartolomeu de Gusmão, 15 – Boqueirão – Santos/SP
Entrada: gratuita
Curadoria: Carlos Zibel e Antonio Carlos Cavalcanti Filho
Artistas de “A Linha”: Claudia Furlani, Duda Rosa, Fernando Ribeiro, Maazo Heck e Nelson Muniz
Instagram @pinacotecabenedictocalixto
Site www.pinacotecadesantos.org.br
Informações (13) 3288-2260

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